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    João Simões Lopes Neto

    João Simões Lopes Neto nasceu a 9 de março de 1865 em Pelotas, RS. Até os 11 anos viveu na Estância da Graça, propriedade do avô paterno. Começou seus estudos regulares em Pelotas, sendo depois transferido por seus parentes para o Rio de Janeiro, onde cursou alguns anos de Medicina, sem no entanto concluir o curso.

    Em 1884 retornou ao Rio Grande do Sul. Logo começou a escrever para o jornal A Pátria, adquirido por seu tio, e posteriormente para os periódicos Diário Popular, fundado em 1890, e A Opinião Pública, fundado em 1896. Paralelamente, desenvolveu uma série de efêmeras atividades empresariais e diversas iniciativas culturais visando engrandecer a cidade de Pelotas. Em 1892 casou-se com Francisca de Paula Meirelles Leite; quatro anos depois, perderia seu pai, que lhe legou o suficiente para ter uma vida sossegada. O espírito irrequieto de Lopes Neto, entretanto, levou-o a dilapidar seu patrimônio em diversos empreendimentos empresariais mal sucedidos, e em iniciativas culturais e científicas as mais diversas (entre as quais se destaca sua importante contribuição à agronomia com a invenção da fórmula do fungicida tabacina, feito a partir de resíduos do tabaco).

    Em 1910, encontrava-se entre os fundadores da Academia de Letras do Rio Grande do Sul. No plano pessoal, começava a enfrentar o agravamento das condições econômicas e de saúde, passando a trabalhar em A Opinião Pública como redator. Faleceu em 14 de junho de 1916, aos 51 anos de idade. Segundo o memorialista Fausto Domingues, “se fosse permitida a Simões a lavratura do próprio diagnóstico, não deixaria de registrar como causas determinantes da sua morte um profundo abatimento moral, uma invencível sensação de fracasso e um punhado de quimeras desfeitas! Nada sabia ele da glória que o aguardava na posteridade.”[1] Efetivamente, três décadas após sua morte, com o lançamento da edição crítica de Contos Gauchescos e Lendas do Sul pela Editora Globo, Lopes Neto começaria a ganhar notoriedade, passando a ser reconhecido como um dos mais importantes nomes do regionalismo gaucho.

     

    A obra
    Lopes Neto nunca deixou de frequentar os galpões de estâncias e charqueadas, onde ouviu as histórias inventadas ou verdadeiras que os gaúchos contavam em torno à fogueira, compartilhando o chimarrão. Muitas destas histórias foram aproveitadas pelo autor, que as recriou com seu com seu estilo particular, impregnado pelo autêntico falar dos gaúchos. 
     
    Lopes Neto publicou apenas três livros em vida; outros dois foram publicados postumamente:   
    Cancioneiro Guasca (1910) reunião das canções que animavam os bailes gaúchos (fandangos) no século XIX; 
    Contos Gauchescos (1912): coletânea de contos publicados entre 1911 e 1912 no Diário Popular de Pelotas-RS, narrados em primeira pessoa pelo vaqueiro Blau Nunes; 
    Lendas do Sul (1913): coletânea de lendas recontadas de maneira literária pelo autor e publicadas nos periódicos riograndenses entre 1906 e 1913. Embora o título se refira ao sul, o volume apresenta também  diversas lendas provenientes de outras regiões do Brasil. 
    Casos do Romualdo (1952); contos publicados no Correio Mercantil em 1914, sob o pseudônimo João do Sul;
    Terra Gaúcha (1955) coletânea de artigos. 
     
    Saiba mais:
    Site oficial da Casa de João Simões Lopes Neto http://www.joaosimoeslopesneto.com.br
     


    [1] Domingues, Fausto José Leitão. João Simões Lopes Neto: a vida fora dos livros. Disponível em: http://www.joaosimoeslopesneto.com.br

     


    Livros

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